Um Cinturão e uma Rota de negócios entre China e Rio de Janeiro

Seminário. Um Cinturão e uma Rota de negócios entre China e Rio de Janeiro. Foto embaixador Yang Wanming
Seminário. Um Cinturão e uma Rota de negócios entre China e Rio de Janeiro. Foto embaixador Yang Wanming
Um Cinturão e uma Rota de negócios entre China e Rio de Janeiro

A faculdade de direito da Fundação Getúlio Vargas do Rio e a Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC-CCPIT) realizaram esta semana um concorrido seminário para discutir o futuro do Rio de Janeiro desde a perspectiva do projeto Um cinturão, uma Rota, promovida pelo Governo chinês.

O III Seminário “Um Cinturão, Uma Rota e Um Rio: caminhos regulatórios para os negócios entre China e Rio de Janeiro”, realizado na sede da FGV, no Botafogo, reuniu acadêmicos, advogados, empresários e autoridades para debater e analisar o potencial de desenvolvimento de projetos na área de energia e de infraestrutura social e urbana no Rio de Janeiro em parceria com a China, para tornar o  Rio um ponto de conexão entre o Brasil e a Nova Rota da Seda.

O Embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, abriu o evento e participou da primeira mesa que discutiu o tema o “Cinturão e Rota e o Brasil: Como desenvolver as Cinco Conexões para o aprimoramento das relações bilaterais?”.

Oportunidade para o Rio de Janeiro

“Nos seis anos desde seu lançamento, a iniciativa da Um Cinturão, Uma Rota tem alcançado grandes resultados. Até o momento, mais de 150 países e organizações internacionais assinaram acordos de cooperação sobre o assunto, incluindo 19 países da América Latina e do Caribe”, destacou o embaixador

Participaram, além de Wanming, o Cônsul Geral da China em Rio de Janeiro, Li Yang, o presidente da Associação brasileira de Empresas chinesas (Abec), Wang Yansong, e o  coordenador dos Estudos Brasil-China na FGV, Evandro Menezes.

Apontando os benefícios econômicos que a proposta pode promover no Rio, o Embaixador destacou que graças a essa iniciativa, alguns países construíram sua primeiro ponte sobre o mar, seu primeiro trem de alta velocidade, ganharam acesso ao mar ou resolveram problemas de escassez de energia.

Um modelo de desenvolvimento

Por sua parte, o Cônsul chinês no Rio, Li Yang, apresentou a iniciativa do seu país como um novo modelo desenvolvimento na busca de um modelo verde sustentável no mundo.

Ele descartou que seja um plano político, uma espécie de nova visão do Plano Marshall, que era claramente geopolítico, elaborado após a Segunda Guerra Mundial. “A China de hoje não têm essas considerações,  só queremos compartilhar um novo modelo de desenvolvimento conjunto”, explicou.

“É uma plataforma para a cooperação internacional em que todos os países podem participar de forma igualitária, incluindo os latino-americanos”.

Para Yang, o projeto busca reciprocidade, ganho mútuo, com uma grande conexão entre todos os países participantes.

O presidente da Abec, Wang Yansong, destacou que a iniciativa tem tido um papel importante na cooperação existente entre Brasil e China.

 

Embaixador Yang Wanming participa de seminário da FGV Rio de Janeiro
Embaixador Yang Wanming participa de seminário da FGV Rio de Janeiro
Um modelo para o Brasil

“A China já é o maior parceiro comercial do Brasil e vejo que, no futuro, esta parceria só vai melhorar com a presença chinesa em infra-estrutura e energia, elevando a qualidade da industrialização brasileira, trazendo tecnologia e capital chinês”, afirmou.

Evandro Menezes lamentou a “falta de projeto que o Brasil tem” em relação à China, ao contrário do que acontece no lado asiático.

“O objetivo deste seminário é exatamente permitir que mais brasileiros entendam  melhor a iniciativa Um Cinturão, Uma Rota e sua importância. Queremos explicar a essência da iniciativa, que reside na coordenação das políticas, conectando infra-estrutura, a fluidez  do comércio, a conectividade financeira e o entendimento mútuo entre os povos ”, disse o organizador do evento.

O seminário também discutiu oportunidades de parceria e investimento com a China para o desenvolvimento de infraestrutura do Rio de Janeiro, em áreas como o setor petroleiro, e o papel do BNDES.

Participaram também Osmar Lima (BNDES), Sheng Jianbo (CNOOC Brasil), Chang Zhongjiao (Presidente da State Grid Brasil) e Song Lei (Presidente do China Development Bank).

*Con informações do Diário do Povo