Visitando Shaxi, uma vila tipicamente chinesa

Autora do Blog China em Minha Vida conta suas impressões sobre Shaxi, a histórica cidade de mercadores próxima a Dali.

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Por Christine Marote**

Na nossa viagem por Yunnan, que iniciou em Dali, passamos por Shaxi e ficamos uma noite no vilarejo. Foi uma parada estratégica para que o percurso até Shangri-la, nosso próximo destino, não ficasse tão puxado. E, para nossa surpresa e deleite, foi um dos melhores dias da nossa viagem.

Chegamos perto da hora do almoço e ficamos hospedadas em um hotel boutique super charmoso: Lan Sheng –  que está numa casa tradicional da etnia Bai. Depois disso saímos para almoçar e encontramos um restaurante vegetariano bem interessante, com nome sugestivo ‘Hungry Buddha’ – Buda faminto! Mais uma grata surpresa num vilarejo tão pequeno. Na realidade comemos muito bem em todos os locais que fomos. Desde a comida de rua até a dos restaurantes e hotéis eram deliciosas.

Shaxi

Shaxi (沙溪) fica no meio do caminho entre Dali e Lijiang. Seu início foi como ponto de comércio de chá e cavalos durante a Dinastia Tang (618 – 907), alcançando o auge de sua prosperidade durante as dinastias Ming e Qing (1368-1912).

É provavelmente a cidade de caravanas mais intacta da antiga rota de chá que vai de Yunnan à Birmânia e ao Tibete, e agora está sendo preservada através de uma cooperação entre o Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique (ETH) e o Governo Popular do Condado de Jianchuan . Isto porque em 2001, Shaxi estava na lista dos 100 monumentos mundiais ameaçados de se perder.

Os dois principais grupos étnicos de Shaxi são Bai e Yi.

   

O que fazer na cidade

Como já escrevi acima, nós andamos muito. Entramos pelas ruazinhas estreitas, vimos as casas locais, visitamos dois templos que estavam no nosso caminho; acompanhamos um casal de noivos fazendo seu álbum no meio da praça principal, onde um porco enorme tirava sua soneca sossegado; vimos galinhas e cães soltos pela rua, sem cerimônia, cavalos atrelados em todos os cantos, afinal o espírito das caravanas ainda persiste; grupos de senhores jogando ou simplesmente cantando e tocando seus instrumentos nas praças da cidade e as senhorinhas só observando e fazendo seus comentários – acho que fomos assunto de muitas conversas nesse dia.

  

 

Como em toda a China, também vimos várias pessoas dormindo pelas praças, ruas, portas, esquinas, mas aqui a cena não gritava aos nossos olhos como ver a mesma cena dentro de um shopping moderno de Shanghai.

Jantamos num restaurante local e terminamos a noite tomando um chá num bar  onde o próprio dono era o cantor da banda. Foi divertido, mas estávamos cansadas e, quando nos levantamos para voltar ao hotel, o rapaz veio nos perguntar porque estávamos indo tão cedo. O contato com as pessoas locais foi uma constante nesse dia.

As ruas são tão estreitas que até o carro da polícia é em tamanho reduzido, assim  como ‘caminhões’ e ‘ônibus’ que circulam por ali.

   

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Zài Jiàn!

**Christine Marote vive na China desde 2009 e é autora do Blog China em Minha Vida. Formada em educação, tem MBA em negócios e cultura chinesa pela Jiaotong University. Atua como palestrante e apresta assessoria para pessoas e empresas que vão à China para turismo ou negócios.