Xi Jinping espera bons resultados de cúpula entre Kim e Trump

Desnuclearização

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Uma cúpula que interessa à China
Uma cúpula que interessa à China

Um dos principais interessados na histórica cúpula entre os mandatários dos Estados Unidos, Donald Trump, e Coreia do Norte, Kim Jong-un, é o Governo de Xi Jingping, na China. Geng Shuang, porta-voz da diplomacia chinesa, disse que espera que o encontro, marcado em Singapura, “corra dentro do previsto e alcance resultados positivos”, como a desnuclearização.

“Nós esperamos sinceramente que a reunião alcance resultados positivos, que contribua para uma solução política para o conflito e promova a paz e estabilidade na península”, afirmou Geng Shuang.

Geng recordou que a China, como país vizinho da península coreana, é “parte importante” da questão e reafirmou o compromisso de Pequim com a desnuclearização e a via do diálogo e consultas.

Kim Jong-un, chegou no domingo a Singapura, num Boeing 747, da companhia aérea estatal chinesa Air China, solicitado ao Governo chinês pela delegação norte-coreana, segundo informou Geng, sem dar mais detalhes. O gesto chinês foi considerado simbólico da relação entre os dois países asiáticos, velhos aliados.

A objetivo da cúpula entre Trump e Kim, é debater a desnuclearização do regime norte-coreano, e será a primeira entre os líderes dos dois países depois de quase 70 anos de confrontos políticos da Guerra da Coreia, e de 25 anos de tensão sobre o programa nuclear do país asiático.

Este encontro histórico ocorre depois de as tensões terem atingido níveis inéditos desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), com a chegada de Trump à presidência dos EUA, e sua retórica beligerante, e por conta dos sucessivos testes nucleares de realizados por ordem de Kim.

A cúpula começa na terça 12 de junho, no hotel Capella de Singapura, e resulta de uma série de negociações com a participação ativa do presidente chinês, Xi Jinping, que foi o primeiro líder estrangeiro a se encontrar com Kim, a quem recebeu duas vezes.

A China foi aliada da Coreia do Norte durante a guerra de 1950-53, e está interessada nas possibilidades de um tratado de paz e especialmente, em uma eventual abertura econômica do vizinho.

Com informações da Agência Lusa.