Brasileiros precisam enxergar a China como polo de inovação global

Para especialistas em China, Empreendedores brasileiros de tecnologia que não enxergarem esse país como o novo polo da inovação internacional podem perder a oportunidade de estar na vanguarda internacional.

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Inovação na China
Inovação na China
Inovação na China
Inovação na China

Os empreendedores brasileiros de tecnologia que não enxergarem a China como o novo polo da inovação e de vanguarda internacional podem estar perdendo a oportunidade de se conectar não só com o país asiático, mas com o resto do mundo.

A dica é de alguns brasileiros, especialistas em negócios com a China e em inovação que observam esse país há anos, desde dentro do gigante e fazendo negócios desde o Brasil

“A China sempre esteve na vanguarda e agora está simplesmente retomando o sonho chinês”, diz José Ricardo dos Santos Luz Junior, CEO do LIDE China, que vê nos avanços a consolidação do projeto do presidente Xi Jinping que coloca a inovação como prioridade, ao lado de metas como a erradicação da pobreza e o combate a poluição. Luz Junior, que morou alguns anos na China, destaca que o país tem pelo menos 90 empresas unicórnio, um número muito alto em comparação com o Brasil, que teve a sua primeira companhia desse porte, a 99 táxi, graças ao aporte de capital chinês.

Para o advogado especialista em China, esse caminho da inovação vem sendo desenhado desde a apertura iniciada pelo Deng Xiao Ping há 40anos, e tem se consolidado com as metas e investimentos propostos por Xi Jinping, que aposta em startups, tecnologia, varejo digital e inteligência artificial. “A gente vê um completo despreparo do Brasil sobre a China”, comenta.

Edival Lourenço Jr., executivo do Grupo CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), a maior empresa do setor ferroviário no mundo, é um admirador do país que inventou o papel, a bússola e o maior sistema de trem bala, com 25 mil km em operação, não pode seguir sendo visto pelos brasileiros como um fornecedor mais barato, mas como uma oportunidade de expandir negócios. “É necessário tentar vivenciar a China com a intensidade que merece”, diz o jovem brasileiro que vive entre a China e o Brasil, onde acompanha os negócios da sua empresa. 

Para Daniel Lau, China Desk da multinacional KPMG, os projetos do governo chinês valorizam a alta tecnologia. Para ele, que também morou na China, o Brasil é um dos novos focos dos investimentos chineses, e os empreendedores brasileiros precisam se informar e conhecer melhor o que acontece na China, como a cabeça dos millenials chineses, o varejo digital e o crescimento das incubadoras de tecnologia. Lau aconselha estudar o décimo terceiro plano quinquenal, onde estão desenhadas as metas do país para os próximos anos e o pensamento de Xi Jinping o de seu governo.

Os especialistas participaram de um evento no polo de inovação do Bradesco, InovaBra, a convite do projeto Rethink China, que deve levar brasileiros para o RISE, um dos maiores eventos de vanguarda do mundo, que acontecerá em Hong Kong, em julho.