Autoridades chinesas apostam na internacionalização do Yuan

O governo chinês reforçou essa estratégia depois que o FMI incluiu o yuan na cesta de moedas importantes

0
361
Foto Max Pixel
Foto Max Pixel

As autoridades chinesas continuam apostando na internacionalização gradual da sua moeda, o Yuan, inclusive através de maior abertura do seu mercado financeiro.

Para o chefe do Banco Central da China, Zhou Xiaochuan, o país já tomou medidas que hoje permitem usar o yuan no comércio e investimentos.

“Os principais procedimentos já foram realizados, no que se trata do papel consequente do governo ou Banco Central na internacionalização do yuan. Na minha opinião, ainda há algo a fazer no que se trata de estabelecer a comunicação entre os mercados de capitais interno e externo”, disse o economista chinês durante uma entrevista coletiva.

De acordo com ele, ainda é preciso bastante tempo para melhorar o uso do yuan por parte dos atores do mercado em suas transações e investimentos.

“Não podemos obrigar ninguém, as decisões são tomadas a partir de conclusões, por isso é um processo gradual. Continuaremos a internacionalização gradual do yuan”, adiantou.

O governo chinês reforçou essa estratégia depois que o Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) decidiu incluir o yuan na cesta de moedas que compõem os Direitos Especiais de Saque [SDR, na sigla em inglês].

Desde o outubro de 2016, o yuan está entre os SDR, junto com o dólar, o euro, a libra esterlina e o iene. O Banco Central da China saudou essa decisão do FMI, considerando-a resultado do desenvolvimento econômico e da política de reformas e abertura chinesas.

A decisão do FMI coincidiu com as expectativas dos analistas internacionais que recomendavam a necessidade de reconhecer a China como grande ator no comércio global.

O SDR é um ativo de reserva internacional criado pelo FMI em 1969 como complemento às reservas oficiais dos seus países-membros.