População de Pequim cai pela primeira vez em 17 anos

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Metrô Pequim. Wikimedia Commons
Metrô Pequim. Wikimedia Commons

A capital chinesa perdeu 22 mil habitantes, durante 2017, uma queda homóloga de 0,1%. O objetivo é limitar o número de residentes a 23 milhões.

O esforço do governo para tirar de Pequim indústria e serviços que não eram considerados essenciais começou a dar resultados na redução da população na capital. Segundo o jornal chinês China Daily, a partir de dados Gabinete de Estatísticas de Pequim, a população da cidade, uma das metrópoles mais habitadas, perdeu 22 mil habitantes, durante 2017, uma queda homóloga de 0,1%, primeira vez em 17 anos.

Sede de um município com cerca de metade do tamanho da Bélgica, Pequim tinha no final do ano passado 21,7 milhões de habitantes.

“À medida que a diferença no nível de desenvolvimento entre as áreas urbanas e rurais se tem vindo a reduzir, face ao processo contínuo de urbanização, algumas áreas têm assistido ao retorno de pessoas que viviam nas grandes cidades”, afirmou a porta-voz das Estatísticas Pang Jiangqian, citada pelo China Daily. Pang acrescentou que a capital chinesa tem deslocado para fora da cidade funções consideradas não essenciais, incluindo indústria manufatureira, logística ou atacadistas.

Em 2015, o Governo chinês anunciou a criação de um gigantesco centro urbano, designado Jing-Jin-Ji, com 110 milhões de habitantes, que incluirá as cidades de Pequim e Tianjin e a província de Hebei. O plano inclui a modernização do sistema de transportes, de forma a permitir a rápida circulação no centro urbano.

O governo projeta até 2020, mais de 60km de novas linhas de metrô, e nove linhas de trens, com uma extensão combinada de 1100 km. As autoridades chinesas também estão oferecendo incentivos fiscais às empresas e subsídios aos trabalhadores que se queiram estabelecer em Tianjin ou Hebei.

Segundo a agência Lusa, nos últimos meses, o Governo de Pequim expulsou dezenas de milhares de trabalhadores migrantes das suas casas nos subúrbios da cidade, numa campanha contra construções ilegais. Uma petição assinada por mais de cem académicos, advogados e artistas chineses lembrou que “o desenvolvimento de Pequim é não só fruto do trabalho árduo dos seus cidadãos, mas também do sacrifício e contribuição de pessoas de outras partes do país”.

As autoridades da capital chinesa querem combater a sobrelotação e limitar o número de residentes a 23 milhões.