China aplica sanções da ONU e corta importações da Coreia do Norte

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Kim Jong-Un (KCNA)
Kim Jong-Un (KCNA)

A decisão é duro golpe econômico contra o regime de Kim Jong-un

A China, principal parceiro econômico da Coreia do Norte, anunciou nesta segunda-feira que aplicará as sanções aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, suspendendo as importações de carvão, ferro, chumbo e minérios destes metais, além de peixes e produtos do mar, provenientes desse país, como resposta a ameaça do líder norte-coreano, Kim Jong-un, de disparar mísseis contra a ilha de Guam, sob a soberania dos Estados Unidos.

A medida, que deve privar esse país de uma receita bilionária, passa a valer a partir de terça-feira, segundo um comunicado do ministério de Comércio chinês, e é um reflexo prático da Resolução 2371 da ONU, adotado no começo de agosto pelo Conselho de Segurança após dois ensaios de mísseis intercontinentais adotados pelo regime de Pyongyang, em julho.

Segundo agências de notícias internacionais, o anúncio foi feito após uma conversa telefônica entre o presidente da China, Xi Jinping, e dos EUA, Donald Trump, no final de semana.

Principal parceiro comercial desse país, a China importou em 2016, um 92% dos produtos exportados pela Coreia do Norte, pelo que a decisão é um duro golpe à economia desse país, que mantêm os EUA e parte do mundo sob ameaça. Segundo a agência Reuters, a receita de exportação anual da Coreia do Norte para a China, é de US$ 3 bilhões, e pode sofrer um recorte de pelo menos um terço com a decisão.

O governo chinês, no entanto, já comunicou que protegerá a Coreia do Norte se o primeiro ataque partir do Pentágono.