China prepara nova ronda de megafusões estatais

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Em busca de eficiência, o governo chinês prepara uma nova ronda de megafusões em empresas estatais de energia, maquinaria pesada e aço.

Segundo o jornal britânico Financial Times, uma dessas possíveis fusões seria entre a empresa de produção de carvão, Shenhua Group, e a China Guodian Corporation, para fortalecer o setor da energia, um negócio estimado em 853 mil milhões de reais em ativos.

“A onda contínua de megafusões tem objetivos nacionais e internacionais”, disse ao jornal Wendy Leutert, especialista em reformas económicas em empresas públicas. “A administração de Xi Jinping espera que as fusões permitam às empresas estatais compensar o excesso de cortes na capacidade operativas das empresas e possibilitar um novo tabelamento de preços. Externamente, o objetivo é delinear o posicionamento das gigantes nacionais, eliminar as guerras de preços e possibilitar uma melhor integração das empresas em termos internacionais”.

Nessa estratégia, está prevista para o ano que vem a fusão entre a China National Chemical (ChemChina), e a produtora de medicamentos e fertilizantes Sinochem, com a intenção de consolidar a posição da ChemChina no setor, depois da compra, em abril, da suíça de agroquímicos Syngenta, por US$ 43 bilhões. O negócio foi considerado a compra mais importante de um grupo chinês no exterior.

Outra fusão estatal na lista de espera é a da China National Machinery Industry Corp e a China Hi-Tech Group, incorporando um total estimado em 166 mil milhões de reais em ativos.

As fusões não são vistas por todos os analistas como uma estratégia positiva. A consultoria Gavekal-Dragonomics, com sede na China, fez um estudo em que mostra que as estatais representam mais de um terço do investimento chinês, recebendo quase 30% dos empréstimos bancários, no entanto, geram menos de um décimo do PIB nacional.