A China sempre foi conhecida por ser uma economia muito fechada. Com as reformas “capitalistas” algumas portas foram abertas. Entre elas está uma das antigas jóias da coroa britânica: Hong Kong.

Em recente comemoração do Ano Novo Chinês, o Hong Kong Trade Development Council – São Paulo (HKTDC) reuniu empresários, representantes de governos e entidades de comércio para brindar a data e também mostrar o potencial desta ponte entre o Brasil e a China.

Hong Kong é a décima maior economia do mundo e décimo primeiro maior exportador mundial de serviços. Sede das maiores feiras de negócios do globo, HK está no que se chama de sul dinâmico da China, uma região que tem 56 milhões de pessoas e detém 27% das exportações da China, o que representa 9,2% do PIB chinês. Além de ter uma das melhores expectativas de vida do planeta.

Um dos principais centros financeiros mundiais, Hong-Kong desfruta do estatuto de Região Administrativa Especial, de acordo com a fórmula “um país, dois sistemas”, também aplicada a Macau a partir de 20 de Dezembro de 1999. Foi colônia britânica por 156 anos, tendo retornado à China em 1997.

Outro fator importante é sua localização estratégica. Hong Kong tem um fluxo anual de 56 milhões de passageiros (2014), servidos por cerca de cem companhias, que trabalham com mais de 170 destinos no mundo e quase 50 cidades da China continental. O Brasil é um destes destinos, com vôos das principais companhias áreas, via Europa, Estados Unidos ou África, por exemplo.

O Hong Kong Trade Development Council foi criado em 1966 com o objetivo de ser o braço de marketing de produtos e serviços de Hong Kong. O que vem dando certo, pois os números comprovam.

O HKTCD é o maior organizador de feiras em Hong Kong, quarto maior da Ásia. Para 2016 espera fechar o ano com 40 feiras e cerca de 33 mil expositores e mais de 700 mil compradores. Possui uma estrutura global, com 13 escritórios na China e mais de 40 ao redor do mundo, como o de São Paulo.

A diretora do HKTDC São Paulo, Marina Barros fechou as falas da noite com um convite tentador: “venham conhecer e fazer negócios com Hong Kong”. Parece que a platéia já conhece o convite e quem não conhece ficou muito interessado em desfrutar desta ponte com a China.