Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII) vai aumentar países membros

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BCReport

O Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), a primeira instituição financeira internacional proposta pela China, vai aumentar o número de países membros de 57 para cerca de 100, informou seu presidente Jin Liqun, em declarações ao jornal oficial China Daily.

Jin informou que 30 países aguardam a adesão ao BAII e mais 20 indicaram uma “firme intenção” de integrar a instituição, levando o BAII, caso isso se concretiza, a ultrapassar o Banco Asiático de Desenvolvimento, criado em 1966 no Japão em 1966, que tem 67 membros, 19 fora da região Ásia-Pacífico.

O Brasil é o nono maior acionista, com uma quota de 3 bilhões de dólares e o único membro em todo continente americano. Portugal, tem uma participação de cerca de 13 milhões de dólares.

Proposto pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, a entidade é vista como uma reação do Governo chinês ao que considera o domínio norte-americano e europeu em instituições globais como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial.

Entre as grandes economias do planeta, apenas Estados Unidos da América e Japão não fazem parte, mas Jin destacou  que “a porta continua aberta”, acrescentando que as empresas daqueles países serão tratadas de forma “igual e justa”.

Segundo o antigo vice-ministro das Finanças da China, o banco irá anunciar a primeira rodada de projetos de infraestruturas este mês, e a segunda e terceira no final deste ano.

O BAII vai também estender o financiamento a países exteriores à Ásia com “fortes relações económicas” com o continente e, para além de infraestruturas, irá também financiar projetos nos setores educação, saúde e planeamento e gestão urbana.

Com sede em Pequim, o BAII tem um capital inicial de 100 bilhões de dólares (30,34% pertence à China) e é considerado o principal instrumento de financiamento da iniciativa chinesa “Uma Faixa e Uma Rota”, um gigante plano de infraestruturas, que pretende reativar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

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