Um consórcio liderado pelo chinês Shanghai Pengxin Group, assumiu o controle de 1% do território australiano, apesar da oposição do Governo do país, que tentava bloquear a operação há alguns meses. A compra das terras ocorre numa onda de grandes aquisições de activos estratégicos no exterior por parte de empresas chinesas.

Para evitar o veto, a empresa chinesa juntou-se a parceiros australianos na operação, formando uma sociedade 80% controlada pela Shanghai Pengxin Group e 20% pela Australian Capital Rural (que tem a maior parte da S Kidman & Co).

 

Segundo o Financial Times (FT), a Kidman foi fundada em 1899 e controla os direitos de pastagem em cerca de 100 mil quilómetros quadrados, uma área maior que Portugal, além de ter 185 mil cabeças de gado.

 

Em Novembro as empresas já tinham um acordo, mas o ministro das Finanças australiano Scott Morrison conseguiu bloquear a operação. Agora, “o consórcio e a Kidman cumprem todos os requisitos exigidos pelos reguladores”, informou uma fonte da empresa vendedora ao FT.

 

Há cerca de 24.000 quilómetros quadrados que passam para as mãos da Williams Cattle Co., um dos latifundiários gigantes criadores de gado australiano. Apesar disso, o governo australiano tem a certeza de ter a última palavra na operação, e adiou a aprovação final desta venda polémica até depois das eleições nacionais previstas para 2 de Julho.

 

No Brasil a venda de terras a estrangeiros é limitada e o assunto gera polêmica