Um estudo da Superintendência de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (SRI/CNA) conclui que a China tem dificultado a entrada de produtos de maior valor agregado produzidos no Brasil para proteger sua indústria doméstica, usando escaladas tarifárias (diferença entre a taxação da matéria-prima e seus itens processados), cada vez mais altas. Em alguns casos, a proporção desta escalada chega a 30 pontos percentuais em relação ao insumo, informa a entidade.

O estudo mapeou os setores que no Brasil têm participação no mercado internacional, mas têm sido nulos ou inexpressivos no comércio com a China que, no entanto, importa um volume expressivo do mundo. Na lista há produtos derivados do cacau, café, amendoim, oleaginosas e vegetais, que são os mais afetados pelas escaladas tarifárias.

Os processados a partir do amendoim são os que enfrentam as maiores escaladas, de até 30 pontos percentuais. Segundo o estudo, a matéria-prima é isenta de taxa, enquanto sob o amendoim preparado ou conservado incide uma alíquota de 30% para entrar na China. O país importou US$ 2,16 bilhões no mercado internacional, sem ser do Brasil.