O comércio entre a China e os oito países lusófonos chegou a aproximadamente 40 mil milhões de reais em janeiro e fevereiro deste ano, uma queda de 25,54%, como resultado da diminuição das exportações chinesas para o Brasil e África, informou o Fórum Macau a partir de dados dos Serviços de Alfândega da China.

Nos dois primeiros meses do ano, as exportações da China para os países lusófonos caíram, globalmente, 49,16%, enquanto as importações aumentaram 0,95% em termos homólogos (comparação com o mesmo período do ano anterior).

A China vendeu menos 50,27% ao Brasil em janeiro e fevereiro, menos 77,32% a Angola, menos 46,69% a Moçambique, menos 43,05% a Cabo verde, menos 28,61 à Guiné-Bissau e menos 22,16% a São Tomé e Príncipe. Para Portugal e Timor-Leste, as exportações chinesas aumentaram 21,11% e 13,88%, respetivamente.

Apesar do aumento das importações chinesas para os países lusófonos terem aumentado ligeiramente, as compras da China aos países lusófonos diminuíram em quase todos os casos, tendo só aumentado o valor relativo ao Brasil nos dois primeiros meses do ano (mais 19,28%).

Só no mês de fevereiro, as trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa foram equivalentes a 18 mil milhões de reais, uma queda de 18,26% relativamente a janeiro.

O Brasil continua sendo o maior parceiro comercial da China, com uma balança comercial de 8,8 mil milhões de reais no primeiro bimestre.

Em 2015, a balança entre a China e os países de língua portuguesa também caíram 25,73%, atingindo 354 mil milhões de reais, a primeira queda desde 2009.

A China estabeleceu Macau em 2003 como a sua plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa, quando criou o Fórum Macau, cúpula ministerial que se reúne a cada três anos. A quinta conferência deve acontecer este ano, ainda sem data marcada.

Em março, o Governo de Macau criou uma Comissão para desenvolver a plataforma de cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa. A comissão é presidida pelo chefe do executivo e tem, entre as suas competências, a realização de estudos sobre a construção da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau], uma ‘Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa’, e elaborar as medidas e políticas necessárias.