A China deve divulgar nesta quinta-feira, 14 de abril, dados sobre o produto interno bruto do primeiro trimestre. A expectativa é que o relatório mostre um crescimento de 6,7% a 7% nos primeiros três meses deste ano, próximo ao 6,8% do trimestre anterior, segundo as linhas gerais do XIII Plano Quinquenal 2017-2020 apresentadas em março à Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo chinês.

A segunda maior economia do mundo também deve apresentar no mesmo relatório, os dados de março sobre a produção industrial, investimentos em ativos fixos e vendas no varejo, além de publicar dados sobre a inflação de preços ao consumidor e produtor de março. Os números do varejo devem ser divulgados nesta quarta-feira.

O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, comentou na semana passada que espera sinal de “melhorias” na economia chinesa no primeiro trimestre, apesar da desaceleração global e da volatilidade dos mercados financeiros.

“No primeiro trimestre deste ano, os indicadores económicos da China mostraram melhorias”, disse durante uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier, na sexta-feira. Ele reconheceu, no entanto, que os sinais positivos são vulneráveis ao impacto do débil crescimento mundial e instabilidade nos mercados financeiros.

No seu na ANP, em março, Li Keqiang confirmou o aumento da despesa com a Defesa em 7,6% em 2016, o menor crescimento desse orçamento nos últimos seis anos.

Em 2015, a economia chinesa cresceu 6,9%, o ritmo mais baixo dos últimos 25 anos e aquém dos 7% esperados.