Especialistas estão prevendo uma expansão internacional das universidades chinesas como uma forma de ampliar o alcance do soft-power chinês. Entre as líderes nessa tendência está Xiamen University Malaysia, cujo campus abriu em fevereiro para sua primeira turma de mais de 180 alunos, um número que superou os 100 estudantes esperados, segundo Wang Ruifang, presidente do campus.

Esse esforço que tem sido descrito como pioneiro por Wang Huiyao, diretor do think tank Centro para a China e Globalização, com sede em Beijing. Segundo Huiyao, esse pioneirismo incentivou outras importantes universidades chinesas interessadas em apoiar à crescente influência econômica do país no exterior.

Entre os cursos disponíveis para o primeiro grupo de estudantes há medicina tradicional chinesa, estudos chineses, jornalismo, contabilidade, nova ciência de energia e engenharia.

As aulas são ministradas em Inglês e os diplomas serão concedidos pela universidade parente em Xiamen, província de Fujian, reconhecida por ambos governos.

Xu Liping, pesquisador sênior de estudos do Sudeste Asiático na Academia Chinesa de Ciências Sociais, elogiou a escolha dos cursos disponíveis. “Os programas oferecidos pelo campus são bastante abrangentes, o que acredito vai ajudar o campus a desenvolver e expandir a sua influência na região”, disse Xu, que prevê uma tendência crescente em um futuro próximo, especialmente na região Ásia-Pacífico.

Nos últimos anos, algumas instituições de ensino superior chinesas têm cooperado com instituições no exterior, de diferentes formas. Beijing Language and Culture University criou uma faculdade em Tóquio para oferecendo cursos de língua e cultura, enquanto a Universidade de Finanças e Economia de Yunnan fez parceria com a Universidade Rangsit da Tailândia para a Bangkok Business School, oferecendo seis cursos de graduação e pós-graduação em economia e administração.