Os Correios vão usar por um período de testes de três meses, um veículo elétrico da BYD do Brasil. O veículo, um furgão T3 com capacidade para transportar até 800 kg de carga, foi cedido em regime de comodato no final de março e será utilizado em Brasília.

Equipado com bateria de íons de lítio-fosfato de ferro, o veículo tem autonomia de mais de 200 km, o que supera as distâncias normalmente percorridas na coleta e distribuição postais. O teste avaliará, além da eficiência no transporte de cartas e encomendas, a desenvoltura dessa alternativa em relação a questões como abastecimento, autonomia e manutenção.

“Temos a missão de diminuir em 20% a emissão de gases poluentes até 2020, e veículos sustentáveis vão ao encontro das ações de gestão ambiental que os Correios já põem em prática para a diminuição dos impactos ambientais causados pelas atividades da empresa”, disse o presidente dos Correios, Giovanni Queiroz, que recebeu as chaves das mãos da presidente da BYD Motors, Stella Li.

Criada em 2003, a divisão de automóveis da chinesa BYD utiliza desenvolvimento e tecnologia própria para criar soluções de “energia limpa” de mobilidade, veículos híbridos, e 100% elétricos e inaugurou uma fábrica no Brasil em Campinas (SP), em julho do ano passado.

A fábrica brasileira

A fábrica da BYD em Campinas, no interior de São Paulo, foi projetada com um investimento inicial de R$ 150 milhões. Especialista em baterias e veículos híbridos e elétricos, a empresa é a primeira fábrica de ônibus 100% elétrico da América Latina, com capacidade para produzir 500 unidades por ano e a possibilidade de aumentar para 1 mil unidades/ano para atender o mercado de toda a região.

O projeto contou com o apoio da Investe São Paulo, agência de fomento do Estado. A BYD pretende investir também outros R$ 100 milhões dentro do mesmo complexo industrial, para a construção de uma outra planta de produção de painéis solares, além de uma terceira fábrica de componentes de chassi, elevando para R$ 400 milhões o aporte total da companhia no País no longo prazo.
A estimativa é que a unidade de Campinas alcance capacidade produtiva de 4 mil chassis por ano, além da produção de sistemas de alta voltagem e células de bateria, e que gere 450 vagas de emprego ao longo do desenvolvimento de suas operações.