A China vai facilitar os investimentos de empresas locais no exterior e apresentou para isso uma proposta e só exigirá aprovação em casos de projetos em setores ou regiões considerados “sensíveis”, informou a Comissão de Desenvolvimento Nacional e Reforma (NDRC, na sigla em inglês), o principal órgão de planejamento econômico do país. Atualmente, qualquer investimento a partir de US$ 1 bilhão exige autorização prévia do órgão.

A NDRC detalhou em um documento que regiões sensíveis são os países sujeitos a “embargos internacionais” ou que tenham zonas de guerra. Já os setores sensíveis incluem telecomunicações, projetos hídricos, redes de energia elétrica e mídia.

Ainda pela revisão, as empresas não precisarão mais de comprovar fontes de financiamento antes de realizar os investimentos. As mudanças propostas ficarão em consulta pública durante os próximos 30 dias.

No ano passado, os investimentos diretos da China no exterior, desconsiderando-se o setor financeiro, cresceram 14,7%, a R$ 412 bilhões. Já os investimentos estrangeiros diretos feitos no país subiram 6,4% em 2015, a US$ 440 bilhões.

Injeção de 285,5 bi de yuans para crédito de médio prazo

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) informou que injetou 285,5 bilhões de yuans (R$ 153,7 bilhões) no mercado financeiro, por meio de uma linha de crédito de médio prazo para manter a liquidez no sistema bancário do país e apoiar áreas importantes e elos fracos da economia do país. O instrumento também foi adotado em 2014.

Em um comunicado, o BC chinês informou que ofereceu 127 bilhões de yuans (R$ 68,2 bilhões) em empréstimos de três meses e 158,5 bilhões de yuans (R$ 85 bilhões) em empréstimos de seis meses a 17 instituições financeiras, com uma taxa de juros de 2,75% e 2,85%, respectivamente.