A partir de 16 de abril, os chineses e estrangeiros, em Pequim, terão a oportunidade de assistir 500 títulos, entre os filmes nacionais e internacionais. Nesta data será aberto o 6º Festival Internacional de Cinema de Beijing.

Um comparativo da grandeza do festival chinês pode ser medido pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que na última edição, 2015, exibiu 312 títulos – no mesmo ano o festival chinês exibiu 300 títulos.

A seleção desde ano foi disputada, pois o festival atraiu 2.329 filmes de 105 países e regiões, sendo 1.964 filmes estrangeiros e 365 nacionais.

Além de muitos filmes, o festival de Beijing ainda foca na realização de negócios. No ano passado foram gerados mais de 13,8 milhões de yuans (US$ 2,2 bilhões) em contratos.

Mercado disputado

A crise na Europa e baixo crescimento americano fez do país asiático a esperança de gordas bilheterias nos últimos anos.

Com crescimento anual de 35%, o mercado chinês já o segundo maior do mundo e deve ultrapassar o americano até 2018.

Diferente do Brasil, os filmes estrangeiros na China tem um limite de exibição. Somente 34 títulos por ano. O que torna o fenômeno chinês mais grandioso. E a disputa pra ver quem pode ser exibido mais ainda.

Com essa medida, entre outras, o mercado de cinema cresce no país, mas também abre espaço pra a produção local, o que gera conteúdo nacional e muitos postos de trabalho pra produtores, cineastas e artistas.

O que pode explicar os motivos da China ter filmes nacionais já premiados com o Oscar e o Brasil ainda não ter conquistado essa façanha.

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